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Mensagens

A mostrar mensagens de 2024

Abril é Amor

Nasci após 1974 e nunca vivi fora de um país livre. Miseravelmente, quando foi a altura de estudar esse período na disciplina de história, o ano letivo terminou e não houve tempo. E podia ter ficado por aqui, não fosse a minha curiosidade de gato, a paixão pela história e a necessidade de entender o país em que vivo. Por isso, fui estudar o antes, o durante, o após.   O antes era tudo aquilo que não quero para o meu país. Não era somente a ausência de liberdade para viver de acordo com as diferenças que cada um de nós tem; não era somente a pobreza a que eram votados os portugueses enquanto uma pequena elite usufruía de tudo; não era somente a ignorância a que esse povo era obrigado; não era somente os cuidados de saúde miseráveis que faziam da vida uma lotaria; não era somente pelo papel inferior e medieval ao qual as mulheres eram condenadas, só por serem mulheres; não era somente pela censura de informação que tudo corroía; não era somente pelo controle e vigilância político...

Musica I – American Pie

“A long, long time ago I can still remember how that music. Used to make me smile”   De todas as expressões artísticas, a música é a que mais me toca. Desde muito pequeno sentia com intensidade a emotividade que uma canção traz, com a força das palavras e os mistérios encerrados em harmonias, entrelaçadas, nas ondas que nos acariciam os tímpanos. Infelizmente, a natureza providenciou-me com um par de ouvidos marrecos, que só com muito esforço são capazes de ler por entre os detalhes, de perceber as nuances, de ajudar a entender os mistérios. Sou um filho da década de 70 cuja juventude foi vivida num tempo de declarado otimismo, mas mau gosto musical. Isto, lá está, segundo os especialistas na matéria. Que não mais aqui serão mencionados. Como qualquer forma de arte, o que importa é como o objecto artístico nos faz sentir. O resto, bem, o resto é que cada um sabe de si e nada mais importa. Na minha vida a música importa, e caminhei por entre tantos estilos, que me tornei...

"So it Begins..."

Que sabemos uns dos outros?  Não sei, nem creio que possa vir a saber, a resposta a esta questão. Mas sinto cada vez mais necessidade, fruto da doença que me vai encurtar os dias, de deixar algo que me identifique, que reflita, ainda que pobremente, quem sou e o que vivi. Será um egocentrismo que não me fica bem, uma forma de escapar á dura realidade ou uma fuga ao esquecimento. Sim, talvez, mas perdoem desde já a minha humana franqueza e fraqueza, pois a visão da mortalidade produz coisas em que raramente pensamos. Sou um projecto inacabado, mas gostava de deixar por aqui algo que seja pessoal, transmissível. Assim espero, e estas palavras, não possuem ambição alguma além dessa. Nunca fui ambicioso, não vou começar agora. Assumo a minha condição de Zé Ninguém, sem a mínima importância na roda do mundo, e partindo daí, garanto desde já, que este blog tem zero valor salvo para conhecer esta criatura, que, lá está, não tem qualquer importância. Mas vivendo num tempo de redes sociais,...

As Potas

  As Potas são duas pequenas fêmeas tricolores resgatadas em 2021 e que tivemos a sorte de adotar. Apesar de irmãs, têm personalidades muito diferentes, mas sempre foram, e continuam a ser inseparáveis. As melhores amigas, verdadeiras companheiras de vida. O primeiro dia em casa. O olhar diz muito de quem são. Inseparáveis, quais gémeas siamesas Apesar do interesse, garanto que a Leia não sai de onde está, e que a Lili está a segundos de ir investigar. A Leia, a nossa "Lei-lei", é régia e tem um feitio distante. É uma verdadeira princesa, e não gosta de grandes misturas com a restante manada. É uma gatinha difícil de acarinhar, muito independente, mas meiga e dócil. Quando ela procura o nosso colinho, sentimos que somos especiais... A princesa sabe fazer olhinhos... A Lira parece estar sempre em alerta... Exceto durante umas das 14 sonecas diárias. A Lira, a querida “Lili”, é a protetora. Da irmã, da família, dos humanos dela. Uma pateta muito engraçada e com um coraçãozinho ...