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Isa

 

Raras são as estrelas que cruzam constelações de dor,

Tecendo na pele a tapeçaria do tempo gasto.

Suas lágrimas, orvalho que fertiliza jardins de esperança,

Entre tempestades de doença, de amor e de fado.

São navegantes de mares revoltos,

Em barcos de papel que desafiam os temporais;

Carregam no peito a alvorada — chama oculta —

Que acende o riso mesmo em noites glaciais.

Cada cicatriz é mapa de um continente submerso,

Onde florescem lírios no leito árido do sofrer.

A gratidão, ave rara, faz ninho nos galhos partidos,

E canta alvoradas no silêncio do entardecer.

Vivem de luz recolhida nos abismos

E, mesmo feridas, ofertam girassóis ao dia.

Transformam a dor em ouro líquido,

Destilando esperança na taça da alegria.

Comentários

  1. Acende o riso mesmo em noites glaciais...
    E, mesmo feridas, ofertam Girassóis ao dia...
    É de uma beleza e profundidade sem igual, e que encaixa em nós na perfeição. Obrigado !!!

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